Eu acho é pouco

Alguns pensamentos "MOTIVACIONAIS" passando pela minha cabeça, durante esses últimos tempos.
Sobre como eu, meus amigos, pessoas próximas que posso observar como vizinhos e amigos adicionados em redes sociais.
Dá pra medir o tamanho dos nossos esforços em estudar, trabalhar todos os dias. Damos-nos mal no metrô, no ônibus ou no trânsito e quando se têm um pouquinho assim de sorte, adeus carteira, adeus celular, oi conta bancária explodida, oi carro quebrado e mecânico caro e oi contas atrasadas enquanto uma vadia gorda só precisou de um vestidinho rosa pra ganhar mais dinheiro que todo mundo listado aqui... Junto!
Acho até indigno, mas é quase certeza ficaria mais feliz se pudesse me esforçar mais pra ser assim tão fútil, ouvir pagode, assistir "A Fazenda", mandar meu vídeo pro Big Brother, arrumar um namorado mais alienado que eu e fingir que está tudo certo.
Mas do contrário, mordo minhas mãos de raiva, de ver que gente "inteligente" se deixa iludir por propagandas ideológicas, acreditando que fazem protestos, sem enxergar o óbvio, que se render a um voto ao Tiririca é o mesmo que alimentar um esquema muito maior que nossas individualidades.
Mas esperar o que né? Se permitimos a morte da boa música, dos bons filmes e dos bons livros, pra fazer críticas boas em cima de movimentos do pancadão do morro e aplaudir a ludicidade de vampiros homossexuais frustrados, abominamos as produções que estimulam o pensamento, tachando de chatos e antiquados para nosso tempo, só não admitimos que assim, matamos nossa dignidade e que daqui pra sempre, sobreviveremos da superficialidade da era da informação, informação que bombardeia e faz da multitarefa nossa principal preocupação.
Onde fica minha análise interior, com que eu posso conversar e discutir filosoficamente sobre quem deixou um material rico de pesquisa e pensamentos? De prosa e poesia? De humor e muito sarcasmo? Com quem prefere assistir ao Big Brother a viver a própria vida?
A gente reclama, protesta, montamos a lista dos Treding Topics, mas damos muito mais força para as porcarias que estão aí!
Logo, acho pouco que tudo esteja assim, mas logo vou achar muito, porque tudo caminha pra pior.

Me deixa ir ali comprar meu DVD do Exalta!

Partiu

Pois é...

Você se foi desejando que ela sofresse e achando que jamais te esqueceria.

Ela fez tudo diferente, e hoje, é você quem sofre sem jamais esquecer dessa derrota.

Tomou?

Sobre Meninas e Sapos

Foi no domingo passado, quando resolvi visitar minha irmãzinha (Gelélica). Papo de MSN:
- Tá fazendo o que?
- Nada e você?
- Vem pra cá comer pipoca e papear...
- Tô indo!
Tá, o papo não foi bem assim, mas é só pra resumir, cheguei em 10 minutos na casa da Gelélica, conversamos, comemos (salgadinhos, não pipoca) assistimos Felipe Neto e ela pintou minha unha de roxo escândalo!
Como o futuro de todo domingo e uma segunda-feira, hora de ir embora, pra casa, tomar banho, dormir e sofrer por antecipação (sim, eu sofro com a consciência de ter que acordar muito cedo no dia seguinte).
Mas tinha surpresa no portão, não era flores nem príncipes, era um sapo!
Sim, um sapo, pequeno, verde, verde e brilhante, um sapo equilibrista, quase um artista se equilibrando nas grades.
Mas nós somos meninas, meninas adoram e odeiam bichos, separamos por categorias: os bonitos e fofinhos nós adoramos, mas os nojentos e asquerosos nos causam asco, pavor.
E eu tenho um problema com sapos, sabedoria popular sertaneja as vezes serve pra traumatizar a gente, imagine só se um tio lá de Curupá (se você nunca ouviu falar é porque não há mesmo nada de se espalhar do lugar), bem esse tio de Curupá disse certa vez, quando eu era pequenina e tinha acabado de capturar um sapo (criança faz cada uma), que eu era uma menina de muita sorte, pois se o bicho tivesse me mordido, teria que esperar uma tempestade com trovões pra ele me largar. Nunca mais peguei em sapos. A gente sabe que no fundo não passa de papo furado pra assustar criança, mas precaução faz bem, né?
Voltando ao sapo do portão, cheguei a cogitar a idéia de dormir lá, era arriscado demais por a mão ali, melhor não forçar a natureza e esperar pela vontade do sapo (as vezes eu sou tão dramática...).
Mas que coisa curiosa acontecia, os carros passavam e as luzes dos faróis faziam o indesejado visitante brilhar! Pela primeira vez, olhei com encantamento para um sapo (ta! Não foi a primeira vez, mas isso é outra história...)! Pra alimentar os contos de fadas: um sapo brilhante visita uma casa com 04 mulheres, só pode ser sina!
Curiosidade feminina, aliada ao implacável “sexto sentido”, tinha coisa estranha ali... Pega uma pedaço de madeira, cutuca! Cutuca! Ploft... Pulou! Que medo, mas continua estático no chão, tipo um parasita. De sapo sedentário nunca tinha ouvido falar...
Mais cutucadas, mais especulações, empurrõezinhos com madeira e uma mulher corajosa pra pegar o nosso amiguinho na mão!
Tão dócil, tão inofensivo e estagnado a tudo...
Era um sapo de brinquedo. ¬¬

Sem sal, sem sal...

- Alô?

- Oi! Tudo bem?

- Tudo e com você?

- Tô bem! Tá afim de ver um filme alternativo na Paulista?

- Não. Não sei o que é isso, prefiro o "Eclipse".

- Ãnh... quer ir num barzinho, um ouvir um pop rock, comer alguma coisa?

- Que? Nada, sou mais um pagodinho...!

- (Prende a respiração)... Tá! Pagode...
Então vamos na FNAC comprar as tirinhas do Calvin?

- Tirinhas de quem?

- Calvin e Haroldo, são livros...

- Ha! Não curto ler não! Mas a gente pode ver Sherek, mas temos que voltar cedo porque hoje tem "Pânico na TV"!!!!


PUTAQUEPARIU!!!! VOCÊ DESISTIU DE VIVER CARA?

#unfollow

Eclipse, pagode e revista pornô pode não ser o ideal de bom gosto, mas se você curte Pânico na TV, você é um completo IMBECIL!

#ProntoFalei!

Canção do meu momento

Luzes da Ribalta
(composição: Charlin Chaplin)

"Vidas que se acabam a sorrir
Luzes que se apagam... nada mais
É sonhar em vão tentar os outros iludir
Se o que se foi, pra nós não voltará jamais.

Para que chorar o que passou?
Alimentar perdidas ilusões?
Se o ideial que sempre nos acalentou
Renascerá em outros corações..."

Eis um sentido lógico pra poesia, ou arte no geral, onde tudo se concentra em volta do belo e transforma em belas as sensações mais hediondas, palavras que amam de forma nobre, mas amam sem forma, sem nome, e não descreve tão claramente o conteúdo, deixando a mensagem pra uso universal, pra salvar, acalmar ou cutucar ainda mais diversos e ecléticos corações.
Nem sempre se entende o que quer dizer a arte, mas como já disse Clarice Lispector "Viver ultrapassa qualquer entendimento(...)", mostrando apenas que racionalizar não importa, mas sentir enriquece nossas almas, faz crescer nosso mundo interior e estímula os sonhos.

Como o post é de múltipla autoria é a vez do Mario Quintana:

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..."